O fio condutor da mostra “Pop Brasil: vanguardia y nueva figuración, 1960s-70s” é a força da cultura brasileira após o golpe militar de 1964. A resistência contra o período ditatorial através da arte e de registros fotográficos históricos daquele período. Percorrer a exposição, no segundo andar do museu Malba, em Buenos Aires, é a oportunidade de se encontrar com obras de Anna Bella Geiger, Antônio Dias, Hélio Oiticica, Rubens Gerchman, Glauco Rodrigues, Claudio Tozzi, Mira Schendel, Wanda Pimentel, entre outros, e fotos em preto e branco de flagrantes da ditadura assinadas fotógrafo Evandro Teixeira e de Chico Buarque, no clique de Claudia Andujar.
O mineiro Rodrigo Moura é o primeiro brasileiro a assumir como diretor artístico do museu Malba. (Foto: Mariana Nedelcu).
Em entrevista ao Clarín em Português, o diretor do Malba, o brasileiro Rodrigo Moura, que se mudou há poucos meses para Buenos Aires, contou que a exposição ‘Pop Brasil: vanguarda e nova figuração, 1960-1970’ nasceu na Pinacoteca, em São Paulo, onde ficou durante cinco meses até outubro deste ano.
Bob Dylan, na mirada de Claudio Tozzi. (Foto: Alejandro Guyot, gentileza imprensa do Malba).
Pinacoteca de São Paulo
À reunião das obras da mostra na Pinacoteca somaram-se as do acervo do Malba e da coleção Costantini. A versatilidade também uma das vertentes da mostra e daquele período.
“É uma exposição envolvente, que tem esse sabor de época e que atrai tanto o público em geral quanto os especialistas em arte”, disse Rodrigo Moura. Antes de assumir como diretor artístico do museu, Moura, que já trabalhou como jornalista, foi, durante seis anos, o chefe da curadoria do El Museu do Bairro de Nova York, que tem o foco na arte da América Latina e do Caribe. Sua trajetória inclui o MASP e o Instituto Inhotim, em Belo Horizonte.
Rodrigo Moura e o fundador do Malba, Eduardo Costantini, em entrevista recente ao Clarín em espanhol. (Foto: Martin Bonetto).
Ele é o primeiro diretor artístico brasileiro no Malba e repassa a importância da exposição “Pop Brasil”. “São obras que desafiavam o regime e que mostram também as outras faces do Brasil naquele período. O mercado fonográfico, o programa do Chacrinha, a urbanização de Brasília, a revolução dos costumes, o erotismo, a mulher com protagonismo enorme, o espaço público mais igualitário entre os homens e mulheres, a contracultura, os questionamentos da cultura burguesa”, comenta.
Rodrigo Moura, de camisa branca, no Malba, com Claudio Tozzi e Pollyana Quintela e Yuri Quevedo, curadores da mostra que nasceu na Pinacoteca de São Paulo. (Foto: Alejandro Guyot, gentileza da Imprensa do Malba).
A vitalidade das artes no Brasil, a revelação de comportamentos e fatos marcantes da história brasileira, recordou, como a passeata dos Cem Mil, em junho de 1968, contra a ditadura militar brasileira, e a ocupação artística do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Ou seja, imperdível. Para entender ou recordar aqueles anos sessenta e setenta no Brasil.
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Marcia Carmo
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